ACUPUNTURA EM CRIANÇAS É SEGURA, APONTA ESTUDOS

 

Revisão de pesquisas confirma a segurança do tratamento na infância e revela baixa incidência de efeitos colaterais

Você já pensou em tratar algum problema do seu filho com acupuntura? Uma nova revisão de 37 estudos feita pela Universidade de Minnesota, nos Estados Unidos, e publicada na revista científica Pediatrics, mostra que a acupuntura pediátrica é, sim, muito segura.
De acordo com o acupunturista Stefan Friedrichsdorf, diretor do Centro de Dor e Cuidados Paliativos do Hospital da Criança, em Minnesota, e um dos coordenadores da pesquisa, a incidência de efeitos adversos é baixa, cerca de 11%. E os principais problemas descritos são naúseas, hematomas e dormência no local da aplicação da agulha.
O método milenar de origem chinesa é baseado em um mapa de pontos do corpo humano, estimulados pelas agulhas a produzir e liberar substâncias que atuam no sistema nervoso central. Nos Estados Unidos, mais de 150 mil crianças são tratadas com acupuntura, incluindo bebês, segundo o relatório de Estatísticas de Saúde Nacional, divulgado no ano passado. E os principais problemas são enxaqueca, cólicas e respiratórios. “Quando você começa a fazer acupuntura em uma criança, também começa a construir uma relação de confiança. É um processo longo, que, geralmente, tem muito sucesso”, diz a acupunturista Nancy Park, de Nova York, que tem um paciente de apenas 2 anos.
Aqui no Brasil, a acupuntura com agulhas é mais comum a partir de 7 anos. Os bebês e crianças menores são muito inquietos, o que pode atrapalhar na hora de colocá-las nos pontos corretos. “Para essas, podemos usar materiais específicos, como roletes, carretilhas, laser e até o estímulo dos pontos com a ponta dos dedos para fazer a pressão necessária e conseguir o efeito desejado sem assustar a criança com a agulha”, diz o acupunturista Evaldo Martins Leite, presidente da Associação Brasileira de Acupuntura.
O mais importante, no entanto, é escolher um bom profissional. Para isso, verifique se ele é filiado a entidades e sindicatos do setor, peça referências, procure o nome dele na internet e converse com outros pacientes. Preste atenção se ele acalma seu filho e o envolve em todo o processo. Sanar todas as dúvidas da criança - quando ela for mais velha - e reforçar os benefícios são ótimas dicas. E não se esqueça de que a acupuntura pode ser uma aliada em outros tratamentos, como a alopatia e a fisioterapia, por exemplo. “Eles não são excludentes e trabalham muito bem juntos”, completa Evaldo. E a saúde do seu filho é o que mais importa, não é mesmo? Vale lembrar, no entanto, que antes de decidir pela acupuntura, você deve conversar com o pediatra do seu filho.

Fonte: Globo.com

Pilates: saúde ou apenas estética?

 

Pilates ajuda tanto na saúde como na estéticaPara manter o corpo saudável e bonito, a prática de exercícios físicos é essencial. Dentre um leque de opções, o pilates parece ser uns dos preferidos do público feminino. Sendo realizado com acompanhamento profissional, os exercícios ajudam a prevenir e amenizar sintomas de doenças, inclusive da depressão.

A educadora física Camila Façanha explica que o exercício é indicado para qualquer faixa etária. “Para uma criança, por exemplo, o método ajuda a aliviar o estresse e a corrigir problemas posturais, por isso que é indicado”, pontua. De acordo com ela, o pilates é bastante indicado para pessoas com problemas na coluna e cardíacos, já que desenvolve os músculos que suportam a coluna e é baixo o aumento dos batimentos cardíacos durante a execução dos exercícios.

Mesmo sendo indicado para qualquer público, Camila ressalta que o método deve ser realizado com acompanhamento profissional. “Há muitas revistas que ensinam como fazer o exercício em casa, mas é perigoso. Se a pessoa faz o movimento errado, pode causar lesões”, conta.

Além disso, a educadora esclarece que o pilates ajuda a curar e prevenir doenças. “Ajuda na reabilitação de dores, pós-cirurgia, dor crônica nas costas. É muito indicado para o fortalecimento da musculatura das costas e para o próprio condicionamento físico. No caso da depressão, como o exercício é feito junto com a respiração, isso causa um bem-estar. A pessoa vai se sentir melhor. Além disso, libera adrenalina, que auxilia na melhora da depressão”, explica.

O pilates em si

Segundo Camila Façanha, o pilates possui mais de 500 exercícios, realizados nos aparelhos ou no solo. “Pode ser de pé, sentado, deitado, de joelho, é bem diferente de academia. É necessário a contração do abdômen e uma respiração adequada. E todo exercício é realizado somente com 10 repetições. Não existe essa história de série”, diz.

De acordo com a educadora, o movimento varia de acordo com a pessoa, por isso ele é personalizado. “Varia conforme o objetivo da pessoa. É por isso que, antes de começar as aulas, a gente faz uma avaliação física para conhecer a pessoa e saber o que ela quer”, relata.

Curiosidade

Desenvolvido por Joseph Pilates na década de 1920, o método de controle muscular ganhou o nome do criador. A técnica é reconhecida para tratamento e prevenção de problemas na coluna vertebral, sendo a maioria dos exercícios executados com a pessoa deitada.

Joseph na Alemanha e, quando criança, era doente que sofria de raquitismo, asma e febre reumática. Durante a adolescência, prevendo o futuro numa cadeira de rodas, o jovem começou a estudar, como autodidata, anatomia e fisiologia humana e fundamentos de medicina oriental.

Dessa forma, desenvolveu exercício em aparelhos rústicos inventados por ele. Praticando esses exercícios em aparelhos, criou o próprio método e tornou-se obcecado em superar suas limitações físicas. Com essa prática, ainda jovem tornou-se ginasta e mergulhador. Desenvolveu cerca de 500 exercícios que o ajudaram, bem como seus seguidores, a levar uma vida longa e saudável.

Fonte:  Jangadeiro Online

COMPLICAÇÕES DA INTUBAÇÃOTTRAQUEAL EM PEDIATRIA

 

A ventilação pulmonar mecânica (VPM) é uma terapêutica  com grande importância no tratamento de suporte de várias doenças, mas é um método passível de complicações.
Atualmente é considerado como complicação da VPM qualquer efeito adverso decorrente desta ou a sua incapacidade em alcançar seus objetivos.
Entre as complicações da VPM temos as decorrentes da intubação traqueal (IT). Nesse trabalho, essas complicações serão divididas, por uma questão didática, em complicações durante a colocação do tubo traqueal (traumas, hipóxia, bradicardia, parada cardíaca, intubação esofágica, etc.), durante a VPM (tubo traqueal seletivo, obstrução do tubo traqueal, extubação acidental, etc.) ou após a extubação (disfonia, laringite pós-extubação, necessidade de reintubação, etc.).
Em pediatria as lesões durante a colocação do tubo traqueal mais estudadas são os traumas dentários, com incidência variando de um caso em 150 intubações até um
em 2805 intubações, e as arritmias, que variam de 32% a 68%. Durante a VPM a complicação mais descrita é a extubação acidental que ocorre em 1% a 16% dos casos e o tubo traqueal seletivo com incidência de 4% a 9,6%.
A falta de treinamento adequado é apontada como o principal fator causal das complicações durante a intubação traqueal. Outros fatores apontados como relevantes são não separar todo o material necessário para o procedimento, sedação e analgesia inadequadas, não pré-oxigenar e ventilar o paciente, intubação traqueal traumática e/ou várias tentativas para realizá-la, posicionamento incorreto da cabeça e pescoço, escolha de tubo traqueal de tamanho inadequado e material
inadequado na sua confecção.
Como esse trabalho foi realizado em um hospital escola, a maioria das intubações traqueais foi realizada por residentes, que provocaram um maior número de complicações, como maior número de tentativas de intubações, bradicardia e hipóxia.
O maior número de tentativas de intubação traqueal se mostrou determinante na ocorrência de traumas, hipóxia, bradicardia e piora no escore de Downes após a extubação.
A bradicardia durante a intubação traqueal pode ser causada por hipóxia, fármacos utilizados para sedação e analgesia e pelo reflexo laringo-vagal, que é mais frequente
em crianças menores de dois anos. Neste trabalho a bradicardia foi relacionada com o número de tentativas de intubação traqueal, a idade do paciente (maior incidência em menores de dois anos) e hipóxia durante a intubação traqueal.
O tubo traqueal seletivo pode provocar hipoventilação e atelectasia em um pulmão e hiperdistensão com aumento do risco de barotrauma no outro. É importante a realização de uma radigrafia de tórax após a intubação traqueal, pois o exame físico pode não detectar a seletividade do tubo traqueal 9. O índice de 20% de tubo traqueal seletivo encontrado nesse trabalho demonstra a dificuldade do diagnóstico somente com o exame físico.
Em relação à obstrução do tubo traqueal, o índice encontrado foi baixo e ao contrário do que ocorreu com os casos de seletividade do tubo traqueal, a incidência não foi maior em crianças menores de dois anos de idade, como poderia ser esperado, devido ao menor diâmetro interno do tubo traqueal.
Observamos que mais de 20% dos pacientes sofreram uma ou mais extubações traqueais durante a ventilação pulmonar mecânica, índice maior do que o encontrado
na literatura, e que não houve relação com a idade do paciente. A extubação acidental pode levar à ocorrência de hipóxia e à necessidade de uma nova intubação traqueal. Outra consequência é vista após a extubação, onde esses pacientes apresentaram pior escore de Downes e uma necessidade maior de reintubação devido à laringite pós-extubação. Podemos observar também que todos os casos que necessitaram de traqueostomia sofreram pelo menos uma extubação acidental, caracterizando ainda mais a necessidade de controle dessa complicação.
A maior parte das extubações acidentais ocorre por ação direta do próprio paciente. Outros fatores envolvidos são a má fixação do tubo traqueal, manipulação inadequada durante procedimentos e o peso do circuito do aparelho de ventilação mecânica.
Em relação às complicações após a extubação são apontados como os principais fatores determinantes a intubação traqueal traumática, extubação acidental, duração da intubação traqueal, tamanho do tubo traqueal, tração e fricção do tubo traqueal e pressão do balonete. Os resultados desse trabalho demonstram uma associação entre as complicações após a extubação com um maior número de tentativas de intubação, mas não foi possível demonstrar relação dessas complicações com o tempo de ventilação pulmonar mecânica.
A experiência do médico mostrou ser um dos fatores principais na gênese de quase todas as complicações vistas nesse trabalho (excetua-se a extubação acidental e a obstrução do tubo traqueal) e para evitá-las é fundamental procurarmos meios para melhorar o treinamento desses médicos. O ideal seria que o treinamento fosse ministrado por equipe especializada,  em manequins apropriados e o médico só deveria começar a realizar intubação traqueal nos pacientes após estar bem treinado. Esse método também é defendido por alguns autores os quais salientam que, apesar dessa prática em manequins ser essencial, a prática posterior em pacientes é fundamental para que o médico adquira habilidades adequadas para uma boa intubação.
Outro fator importante é a necessidade de maior fiscalização por parte dos assistentes envolvidos na intubação traqueal, verificando se todo o material necessário está previamente separado, se o tubo traqueal escolhido é o mais adequado para o paciente, orientando o residente quanto à sedação adequada e o uso de medicações profiláticas (atropina, xilocaína, etc.) e evitando técnicas errôneas de IT. Após esse trabalho, houve mudanças no treinamento dos residentes em relação à intubação traqueal e foi instituído protocolo de sequência rápida de intubação na UTI pediátrica.

Fonte: faça Fisioterapia

CONSEQUENCIAS DE UMA ARTROSE DE TORNOZELO

 


A designação de osteoartrose ou osteoartrite do tornozelo é uma doença reumática por desgaste dessa articulação que traz muitos problemas para quem sofreu um acidente ou uma torção do tornozelo e não cuidou do problema no estágio inicial. Alem dos exames de imagem radiografia, tomografia, ressonância magnética agora existe um exame que avalia a função do pé e tornozelo de uma maneira biomecânica mais objetiva usando a pedobarografia dinâmica.
M Horisberger e colaboradores , ortopedistas da Universidade de Basel, Suíça exploraram as características da distribuição da pressão plantar em uma em 120 pacientes (mulheres: 54; homens: 66) sofrendo de osteoartrite do tornozelo pós-traumática de estágio final .
O exame clínico consistiu de uma avaliação do escore de retropé( patê de traz do pe) da American Orthopaedic Foot and Ankle Society, um escore de dor, a amplitude de movimento para flexão plantar e dorso-flexão e o índice de massa corporal. Parâmetros radiológicos incluíram o alinhamento tíbio-talar ( tíbia e calcanhar)radiológico e a classificação de osteoartrite do tornozelo radiológica. Os parâmetros da distribuição da pressão plantar foram avaliados utilizando pedobarografia dinâmica.
A comparação intra-individual comparando o pé afetado e o oposto revelou diferenças significativas para vários parâmetros: a força máxima e a área de contato foram diminuídas em todo o pé com osteoartrite. A pressão de pico na área de retropé e dos dedos foi diminuída também. Nenhuma correlação pôde ser encontrada entre os dados da pedobarografia e os parâmetros clínicos, tais como o escore de retropé, o escore de dor e a amplitude de movimento. Entretanto, os resultados indicaram uma correlação positiva entre os parâmetros da dorso-flexão e os da pedobarografia.
Os autores concluíram que a osteoartrite do tornozelo pós-traumática de estágio final leva a alterações significativas na distribuição da pressão plantar e que isso poderia ser interpretado como uma tentativa do paciente de reduzir a carga de sustentação de peso no tornozelo doloroso. Afirmaram ainda que outras explicações incluem a deformidade óssea e o mau-alinhamento do tornozelo, como uma consequência tanto do trauma inicial quanto do próprio processo degenerativo, atrofia por desuso de músculos circundantes relacionada à dor ou cicatrização de tecido mole.

Fonte

ARTROPLASTIA É ALÍVIO PARA A DOR

A artrose, a artrite reumatóide e outras doenças que afetam as articulações causam muita dor e, em casos graves, impedem as pessoas de realizar atividades simples como andar ou subir escadas. Isso porque causam o desgaste das cartilagens que cobrem os ossos. E o contato das extremidades desprotegidas provoca desconforto e até imobilidade. Várias medidas podem ser tomadas para desacelerar o processo de desgaste e amenizar os sintomas. Fisioterapia e tratamento com analgésicos e condroprotetores são os mais usados. Manter-se no peso ideal para não sobrecarregar as articulações e diminuir o esforço físico também são alternativas. Mas quando a doença está em um estágio avançado, deformando a articulação afetada, a única solução para voltar a ter uma vida normal e sem sofrimento é a artroplastia – cirurgia em que a cartilagem danificada é substituída por próteses de metal e de plástico que impedem o contato direto dos ossos. As artroplastias mais comuns são de joelho e de quadril, mas a cirurgia pode ser realizada em qualquer articulação: ombro, dedos da mão, cotovelo, tornozelo e até coluna. "O principal objetivo do procedimento é tirar a dor e permitir que o paciente realize as suas funções normais", explica o ortopedista Paulo Alencar, do Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná (UFPR). De acordo com o ortopedista José Ricardo Pécora, do grupo de joelho do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (USP), estima-se que no Brasil sejam realizadas cerca de 70 mil artroplastias por ano. Nos Estados Unidos, são 450 mil.
Tudo indica que o número cresça nos próximos anos. "Com o aumento da expectativa de vida e a busca por qualidade de vida, é natural que as pessoas procurem a artroplastia para se manter ativas por mais tempo", explica. Para o médico Paulo Alencar, as artroplastias são uma das cirurgias mais seguras que existem, pois são minimamente invasivas, realizadas por navegação cirúrgica. "Em 95% dos casos, não existe nenhuma complicação. O risco de infecções é de apenas 1%", aponta. Entretanto, a cirurgia apresenta desvantagens. A principal delas é a durabilidade das próteses, entre 10 e 15 anos. Alguns fatores, porém, podem prolongar a vida útil das peças. "Se o paciente manter o peso controlado, não exercer atividades muito intensas e não tiver problemas como osteoporose ou deformidades ósseas, sua prótese poderá durar até 20 anos", enumera Alencar. O principal objetivo dos pesquisadores no momento é criar uma prótese com durabilidade máxima para que a substituição das peças não seja necessária. "Geralmente, quando um paciente faz a cirurgia após os 60 anos, não precisa enfrentar uma nova cirurgia. Mas se criarmos próteses que duram 50 anos, os mais jovens também não precisarão se preocupar", prevê.
Vida nova
O empresário José Ferreira, 55 anos, realizou a artroplastia de quadril há seis meses. "Eu tinha dores horríveis, só caminhava de bengala e como atuo na área de construção civil, não conseguia mais trabalhar. A cirurgia foi a única solução, pois já tinha tentado de tudo. Felizmente, a operação correu tranquilamente e a recuperação foi muito rápida. Em 20 dias eu já estava no escritório e um mês depois estava dirigindo", conta. Exercícios de impacto não são recomendados, mas pacientes que realizaram a cirurgia podem andar de bicicleta, caminhar e praticar esportes como tênis e natação. "Até mesmo um leve trote é permitido", garante Pékora.
Células-tronco podem reconstruir a cartilagem
Uma alternativa às próteses de metal está chegando ao Brasil pelas mãos de um médico curitibano. O especialista em cirurgia de joelho Alcy Vilas Boas participou na Alemanha do desenvolvimento de uma nova técnica para o tratamento biológico das lesões de cartilagem, a partir da utilização de células-tronco. A artroplastia de desbridamento e abrasão, também conhecida como bioprótese, reconstroi a cartilagem do local onde houve perda, provocada por lesão traumática ou degenerativa (artrose), por meio de uma artroscopia (cirurgia minimamente invasiva). Durante a cirurgia, o tecido lesionado e cerca de 2 milímetros do osso, que ficou endurecido por causa do atrito, é removido. O local é desgastado até deixar exposto um osso sadio, e perfurado até a medular do osso. Esta ação causa um sangramento que faz brotar as células-tronco mesenquimais e forma um coágulo sobre a lesão, que se transforma em novas células de cartilagem. Uma técnica ainda mais avançada é a retirada de células tronco da medula óssea. "Essas células são mais potentes. Fazemos uma punção da medula óssea, multiplicamos essas células em laboratório e as injetamos no joelho. As futuras gerações ainda poderão adquirir células-tronco do cordão umbilical", explica Vilas Boas. A técnica, fruto de pesquisas desenvolvidas há cerca de 25 anos na Europa e nos Estados Unidos, também pode ser aplicada em outras articulações como ombro, tornozelo, quadril e coluna. A bioprótese é especialmente vantajosa para pessoas jovens que sofrem de artrose. "A prótese metálica tem vida útil curta, principalmente se a pessoa é muito ativa. Quando a cartilagem é reconstruída, não há essa preocupação." O procedimento só não é indicado para pacientes quimioterápicos, com doenças metabólicas ou com artrite reumatoide. Como todo o procedimento é realizado com apenas dois cortes de aproximadamente 0,5 centímetro cada, o risco de infecção e de trombose é menor. Como não há gastos com a fabricação da prótese (que custa em torno de R$ 9 mil), o preço da cirurgia também cai pela metade. "Estou desenvolvendo a técnica junto com o departamento de engenharia de tecidos da Pontifícia Universidade Católica do Paraná e em cerca de dois meses já estará disponível", conta o médico. (JK)
Medicamento após cirurgia
Após toda cirurgia realizada nos membros inferiores existe o risco de desenvolver a formação de coágulos no interior das veias profundas, que bloqueiam o fluxo sanguíneo. Quando um fragmento desse coágulo se desloca para os pulmões ocorre a embolia pulmonar, que pode levar à morte. Por isso é importante o tratamento preventivo. "Ele deve ser realizado com anticoagulantes por pelo menos dez dias após a artroplastia de joelho e de 28 a 35 dias após a de quadril", explica o ortopedista José Ricardo Pékora, do Hospital de Clínicas da USP. Um novo medicamento, o exetilato de dabigratrana, do laboratório Boehringer Ingelheim do Brasil, promete tornar o tratamento mais acessível. Além de ser oral, dispensa o monitoramento constante do paciente.