FRATURA NA COSTELA

 

É a mais comum das lesões ósseas da parede torácica, podendo ocorrer isoladamente ou associada a pneumotórax ou hemotórax. Lembramos que as fraturas dos últimos arcos costais podem se associar a lesão de fígado ou baço e a lesão dos primeiros arcos se associa a traumas graves com possíveis lesões vasculares. Uma particularidade do trauma pediátrico é que as crianças apresentam muito menos fraturas costais pela maior elasticidade dos ossos, fazendo com que lesões internas por compressão possam ocorrer sem o aparecimento de fraturas.
Diagnóstico
- Dor e possível crepitação à palpação de ponto localizado (fraturado).
- Radiografia de tórax mostrando solução de continuidade na costela.
Obs. Nem sempre na radiografia simples conseguimos ver a fratura. Ela deve ser avaliada com bastante atenção, procurando-se bem a fratura e, nos casos de dúvida, repetir a radiografia em outras incidências. Lembramos que a porção anterior e cartilaginosa pode apresentar lesão não visível na radiografia.
Conduta
- Na fratura simples, não complicada, indicamos a sedação eficaz da dor com analgésicos. Se insuficiente, faz-se anestesia local no foco de fratura ou nos espaços intercostais adjacentes na porção mais posterior do tórax.
- Medidas como enfaixamento torácico devem ser evitadas, por serem pouco eficientes e por restringirem a mobilização torácica, dificultando a fisioterapia e predispondo a infecções pulmonares.

FISIOTERAPIA PREVENTIVA NO TRABALHO

No corre-corre do trabalho, muitas são as vezes que as pessoas não atentam para sua saúde, e acabam sofrendo com os conhecidos problemas nas articulações que tanto prejudicam os trabalhadores em geral.
Esses problemas podem ser caracterizados como:
  • LER (Lesão por Esforço Repetitivo):

  Adquirida por uso dos membros superiores em tarefas que desenvolvem movimentos locais ou posturas forçadas de forma repetida.

  • DORT (Disturbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho)

"Síndrome clínica" caracterizada por dor crônica, acompanhada ou não por dor crônica, acompanhada ou não por alterações objetivas e que se manifesta principalmente no pescoço, cintura escapular e/ou membros superiores em decorrência do trabalho.

Causas da LER-DORT
  • Posto de trabalho que force o trabalhador a adotar posturas, a suportar certas cargas e a se comportar de forma a causar ou agravar afecções músculo-esqueléticas.
  • Exposição a vibrações de corpo inteiro, ou do membro superior, podem causar efeitos vasculares, musculares e neurológicos.
  • Exposição ao frio pode ter efeito direto sobre o tecido exposto e indireto pelo uso de equipamentos de proteção individual contra baixas temperaturas (ex. luvas).
  • Exposição a ruído elevado, entre outros efeitos pode produzir mudanças de comportamento.
  • Pressão mecânica localizada provocada pelo contato físico de cantos retos ou pontiagudos de objetos, ferramentas e móveis com tecidos moles de segmentos anatômicos e trajetos nervosos provocando compressões de estruturas moles do sistema músculo-esquelético.
  • Posturas. As posturas que podem causar LER-DORT possuem três características que podem estar presentes simultaneamente:
    • Posturas extremas que podem forçar os limites da amplitude das articulações.
    • Força da gravidade impondo aumento de carga sobre os músculos e outros tecidos.
    • Posturas que modificam a geometria músculo-esquelética e podem gerar estresse sobre tendões, músculos e outros tecidos e/ou reduzir a tolerância dos tecidos.
  • Carga mecânica músculo-esquelética. Entre os fatores que influenciam a carga músculo-esquelética, encontramos: a força, a repetitividade, a duração da carga, o tipo de preensão, a postura e o método de trabalho. A carga músculo-esquelética pode ser entendida como a carga mecânica exercida sobre seus tecidos e inclui:
    • Tensão (ex.: tensão do bíceps);
    • Pressão (ex.: pressão sobre o canal do carpo);
    • Fricção (ex.: fricção de um tendão sobre a sua bainha);
    • Irritação (ex.: irritação de um nervo).

     

Sintomas da LER-DORT

   Geralmente os sintomas são de evolução insidiosa até serem claramente percebidos. Com freqüência, são desencadeados ou agravados após períodos de maior quantidade de trabalho ou jornadas prolongadas e em geral, o trabalhador busca formas de manter o desenvolvimento de seu trabalho, mesmo que à custa de dor. A diminuição da capacidade física passa a ser percebida no trabalho e fora dele, nas atividades cotidianas.

   As queixas mais comuns do portador de LER - DORT são:

  • Dor localizada, irradiada ou generalizada,
  • Desconforto,
  • Fadiga,
  • Sensação de peso,
  • Formigamento,
  • Dormência,
  • Sensação de diminuição de força,
  • Inchaço,
  • Enrijecimento muscular,
  • Choques nos membros e
  • Falta de firmeza nas mãos.

  Nos casos mais crônicos e graves, pode ocorrer:

  • Sudorese excessiva nas mãos e
  • Alodínea (sensação de dor como resposta a estímulos não nocivos em pele normal).

     

Diagnóstico da LER-DORT

  Para realizar o diagnóstico da LER – DORT, o médico busca dados por meio da história clínica, levando em consideração as atividades realizadas pela pessoa tanto no trabalho, quanto no lazer. Em seguida realiza um exame físico geral, dedicando especial atenção aos locais afetados.

Exames complementares podem ser solicitados para esclarecer o diagnóstico, incluindo:

  • Radiografias,
  • Ecografias,
  • Eletroneuromiografia,
  • Ressonância magnética,
  • Exames laboratoriais para condições reumáticas, dentre outros.
Tratamento da LER – DORT

  O tratamento da LER – DORT têm início após um diagnosticado correto e deve buscar uma abordagem integrada, ao invés de tratar somente a sintomatologia:

  • Medidas ergonômicas visam à melhoria do espaço físico e dinâmico de trabalho que não induzam ao desenvolvimento da LER – DORT. Por vezes, pequenas adaptações fazem grandes diferenças. As pausas programadas podem ser consideradas atitudes ergonômicas benéficas.
  • Exercícios físicos são benéficos e incluem tanto exercícios aeróbicos, como exercícios de alongamento.
  • Fisioterapia é muitas vezes empregada na redução da dor e na recuperação da função e dos movimentos do membro afetado pela LER – DORT.
  • Medicamentos antiinflamatórios e analgésicos são utilizados para alívio da dor aguda e crônica da LER - DORT. Devem ser utilizados com cautela e recomendação médica.
  • Medicamentos corticóides são antiinflamatórios mais potentes, porém com mais efeitos colaterais, merecendo atenção médica redobrada.
  • Medicamentos antidepressivos e outros agentes com ação no sistema nervoso central são utilizados em quadros de dores crônicas provocadas pela LER – DORT ou quando associadas a sintomas de humor e/ou ansiedade.
  • Intervenção cirúrgica é indicada para casos associados a mal formações e deformidades ósteo-musculares irreversíveis ao tratamento medicamentoso.
Prevenção da LER – DORT
  • Identifique tarefas, ferramentas ou situações que causam dor ou desconforto e converse sobre elas com os profissionais da Comissão de Saúde Ocupacional e com sua chefia.
  • Faça revezamento nas tarefas.
  • Procure aprender outras tarefas que exijam outros tipos de movimento.
  • Faça pausas obrigatórias de 10 minutos a cada 50 minutos trabalhados, evitando ultrapassar 6 horas de trabalho diário de digitação.
  • Auxilie na identificação das posições incorretas e forçadas no trabalho. Ao mesmo tempo, procure dar sugestões sobre o que fazer.
  • Informe claramente à sua chefia quando o tempo determinado para realizar uma tarefa for reduzido.
  • Diante dos sintomas de dor ou formigamento nos membros superiores, procure um médico.
  • Procure conhecer os recursos de conforto do seu posto de trabalho.
  • Procure adotar as posturas corretas.
  • Levante-se de tempos em tempos, ande um pouco, espreguice-se, faça movimentos contrários àqueles da tarefa.
Exercícios para LER – DORT

Estes exercícios são indicados para prevenção e auxiliam no tratamento da LER – DORT

Abra as mãos e encoste as palmas em "posição de rezar". Com os dedos juntos flexione os punhos e comprima uma mão contra a outra. (frente do peito).

Aperte dedo contra dedo, alongando-os um por um (polegar contra polegar, indicador contra indicador e assim por diante). Pode ser feito com todos os dedos ao mesmo tempo.

Cruze o dedo com dedo (gancho) e puxe alternando-os. Ex. polegar com médio, anular com mínimo. A variedade fica por conta de cada um.

Feche bem as mãos como se estivesse segurando algo com força. Em seguida estique bem os dedos.

Abra os dedos afastando-os o máximo possível. Feche os dedos apertando-os com a mão esticada.

Faça "ondas" com a mão e os dedos. Como se a mão estivesse serpenteando no ar.

Balance as mãos.

Gire os punhos em círculo, com as mãos soltas, no sentido horário e anti-horário.

FONTE:

DELIBERATO, P.C.P. Fisioterapia Preventiva. São Paulo: Manole, 2002.

MENDES, R. Patologia do trabalho. Rio de Janeiro: Atheneu, 1995.

COMO NÃO PREJUDICAR A COLUNA VERTEBRAL?

 

Tablets e celulares estão mudando a maneira como as pessoas leem, com consequências para o corpo. Saiba o que fazer para não prejudicar a coluna.

O celular é a pior opção, em termos de postura. Especialistas ouvidos pela reportagem recomendam que a leitura na telinha do telefone não ultrapasse 20 minutos.
"Ao ler no celular, projetamos a cabeça excessivamente para frente, o que acaba gerando uma hipolordose cervical, que é a retificação da curvatura do pescoço", explica o quiropraxista Luiz Miyajima, da QuiroVida.
Com o tempo, a hipolordose desgasta o disco intervertebral, amortecedor que fica entre cada vértebra da coluna, o que pode gerar uma hérnia de disco.
Entre livros e tablets há uma ligeira preferência pelos primeiros.
"Livros são mais anatômicos, porque incentivam a leitura com as duas mãos apoiadas nas laterais do volume, diferentemente do tablet, que tende a ser segurado com uma mão só na parte de baixo", explica Victor Liggieri, fisioterapeuta e autor de "De Olho na Postura" (Summus, 128 págs., R$ 39).
Tablets leves e de tela fosca --como o "Kindle" convencional-- são melhores para a postura, porque evitam o cansaço dos braços e da vista.
As grandes vantagens dos leitores digitais em relação aos livros físicos são o peso menor e a possibilidade de escolher o tamanho da letra (não força a visão e evita que o aparelho fique perto demais do rosto).
A postura ideal para uma leitura longa é aquela clássica: a pessoa sentada diante de uma mesa com o livro ou o tablet apoiado em um suporte que deixe o texto na altura dos olhos.
"Eu sei que nem sempre contamos com toda essa infraestrutura e muitos precisam fazer leituras apressadas no ônibus, mas esse é o jeito certo de ler por muito mais tempo e evitar dores", afirma Daniel Jorge, ortopedista e membro da Sociedade Brasileira de Coluna.

PRODUTIVIDADE

Suportes para livro também podem ser usados com o tablet. Uma unidade custa cerca de R$ 20 em livrarias virtuais. Esse acessório permite que o material fique alinhado aos olhos sem que a pessoa canse os braços.
Há dois anos, o advogado Renan Alvez, 28, presta concursos públicos regularmente. Ele diz que o "copy holder" aumentou sua produtividade na leitura.
"Chego a ler por oito horas diárias. Nunca tive uma boa postura e, antes, começava a sentir dores já na segunda hora. Hoje, só me lembro que tenho coluna por volta da sexta hora de leitura", afirma o advogado.

Fonte: Folha

ENTORSE DE TORNOZELO

 

Conheça os graus, exames e tratamento dessa lesão

A entorse é todo movimento abrupto (com maior ou menor energia de trauma), que provoca estiramento e/ou ruptura de ligamentos de uma articulação. Essa é uma das lesões musculoesqueléticas mais encontradas na população ativa, normalmente envolvendo os ligamentos laterais do tornozelo. Ocorre com maior frequência nos atletas de corrida, futebol, basquete e vôlei, correspondendo a cerca de 10% a 15% de todas as lesões esportivas.

Incidência
No Reino Unido, ela acontece em uma a cada 10.000 pessoas da população geral, o que determina cerca de 5.000 lesões por dia. O mecanismo de lesão habitual é o de virar o pé para dentro com flexão do tornozelo para baixo, numa intensidade além do normal, que acontece geralmente ao pisar em terreno irregular ou degrau, ou ainda quando o atleta é desequilibrado no momento de uma aterrissagem após um salto.
Graus
Didaticamente a classificação de entorse de tornozelo é baseada no exame clínico da área afetada, e divide-se em três tipos:
- Grau 1 - estiramento ligamentar simples
- Grau 2 - lesão ligamentar parcial
- Grau 3 - lesão ligamentar total
O quadro clínico encontrado é de dor, com edema localizado na parte anterior e lateral do tornozelo, hematoma mais evidente após 48 horas e dificuldade para andar. Quanto mais grave a lesão, mais evidentes ficam os sinais.
Exames
Quanto aos exames complementares devemos iniciar com as radiografias simples do tornozelo e outros exames, como tomografia e ressonância magnética, quando necessário - nas suspeitas de lesões extensas dos ligamentos e/ou fraturas como também na suspeita de lesões de osso e cartilagem.
Tratamento
O tratamento deste tipo de lesão deve ser instituído imediatamente e vai depender do grau e extensão das lesões. Nas entorses leves o tratamento é sintomático, com restrição de movimentos com imobilização removível por curto período de tempo. Nas entorses mais graves, o paciente deverá permanecer com movimentos restritos por mais tempo (14 dias ou mais), iniciando tratamento fisioterápico, que será muito importante para completa reabilitação e prevenção de instabilidades.
O atleta deve também evitar esportes com impacto, como a corrida, de quatro a seis semanas. Esportes aquáticos leves, alongamentos e fortalecimento sem o envolvimento do tornozelo estão liberados. Nos casos de fraturas o tempo de imobilização é de seis a oito semanas (a depender da fratura) ou cirurgia.
Nas equipes profissionais de futebol de basquete e vôlei, por exemplo, existe um trabalho preventivo para este tipo de lesão. Isso reduz sua incidência - que, mesmo assim, continua alta - evitando prejuízo para as equipes em momentos importantes dos campeonatos disputados.

Fonte: Minha Vida

Massagens que emagrecem e diminuem medidas

 

As massagens combatem o estresse, equilibram o corpo e emagrecem. Conheça as técnicas que ajudam a perder medidas

massagens-medidasPara a felicidade da nação feminina, algumas massagens ajudam a emagrecer, sim! De acordo com Barbara Teixeira, fisioterapeuta do Zahra Spa & Estética, as massagens terapêuticas e estéticas diminuem medidas, e por isso, ajudam aperder alguns quilinhos.

Para realizar o feito emagrecedor, elas devem ser realizadas semanalmente e podem eliminar até 5 cm do abdome, a partir da 5º sessão!

Além de ajudar na luta contra a balança, as massagens também ajudam a amenizar sintomas comoestresse e ansiedade. 

A fisioterapeuta indicou algumasmassagens para quem busca relaxar e perder medidas. Confira:

Drenagem linfática manual

Segundo a especialista, a massagem estimula a contração dos vasos linfáticos e até fornece nutrição celular. É um método de massagem realizado com pressões leves, suaves, rítmicas que levam o excesso de líquidos acumulados no corpo até os gânglios linfáticos. A técnica melhora a circulação e a oxigenação dostecidos.

Massagem Lipolítica

A técnica modela o contorno corporal, auxilia na redução de medidas e melhora a oxigenação e nutrição tecidual. De acordo com Bárbara, a massagem foi desenvolvida na Rússia. Na técnica são utilizadas manobras de deslizamentos e fricções locais. A massagem é realizada com decúbito dorsal (barriga pra cima), decúbito ventral (barriga para baixo), decúbito lateral (pessoa deitada de lado) e sentada, com a finalidade de se trabalhar o corpo inteiro.

Dermoativadora

A massagem elimina celulite, estimula circulação sanguínea, melhora a oxigenação e nutrição celular. Além de movimentos da drenagem e da modeladora, um massageador anticelulite e produtos com ativos turbinam a técnica e alisam coxas e bumbum.  

Pedras quentes

Segundo Bárbara, a técnica alivia o estresse, ativa a circulação e relaxa a musculatura.  É um tratamento voltado para o relaxamento muscular sincronizado com o equilíbrio de energia corporal. A massagem ajuda a eliminar o estresse, ativar a circulação e a relaxar a musculatura.

Reflexologia

A dica é para quem quer renovar as energias, melhorar a irrigação sanguínea, combater o estresse e estimular o equilíbrio físico e mental. A massagem baseia-se no principio de que existem áreas, ou pontos reflexos nos pés que correspondem a cada órgão, glândula e estrutura e atinge-se todo o corpo, orgânico, físico e mental.  É utilizada uma técnica específica de pressão nos pés para trabalhar nesses pontos de reflexo precisos e de forma sistemática.

Hidratação corporal

A especialista explica que a massagem é uma técnica para restabelecer a hidratação corporal, evitando o envelhecimento precoce, formação de estrias e a flacidez da pele. É realizada por meio da esfoliação,hidratação com massagens. O tratamento ajuda a combater a celulite, previne formação de estrias, ajuda a liberar as toxinas do corpo.

Pindas Chinesas

As pindas são saquinhos de linho contendo ervas aromáticas e sal marinho (ou sal grosso) que são aquecidas e aplicadas no corpo. Segundo a especialista, a técnica controla estados depressivos, descongestiona as vias respiratórias e elevação do estado de consciência. 

Fonte: Corpo a Corpo