Mitos e Lendas da Fisioterapia. - Andar na areia cura pé chato ?

 

Provavelmente você já deve ter ouvido falar que crianças com pé chato devem caminhar descalças na areia fofa da praia para formar o arco do pé.
Muita gente acredita que o pé plano é resultado da fraqueza dos músculos intrínsecos dos pés e que estimular as crianças a caminhar na areia seria uma maneira lúdica de fortalecer estes músculos e formar o arco plantar.

Mas será que andar na areia fofa realmente ajuda a formar o arco plantar? Ou será que essa é só uma grande bobagem que foi repetida tantas vezes que passou a ser aceita como verdade?

Minha estratégia para responder esta dúvida, foi a de responder 3 perguntas primordiais:

[1] Como se dá a formação do arco plantar longitudinal dos pés ao longo da infância [Na minha opinião é preciso entender o normal antes de entender o patológico.]

[2] Quais estruturas anatômicas sustentam o arco plantar? [Estamos partindo do pressuposto que os músculos fazem tudo sozinhos... mas será verdade?]

[3] Existe algum estudo clínico que investigou os efeitos do fortalecimento dos músculos do pé em crianças com pé plano?

RESULTADOS

Pergunta [1] => Como se forma o arco plantar

Todas as crianças nascem com os pés planos. Na primeira infância os pés possuem um coxim de gordura sob a sola o qual diminui gradualmente com o passar do tempo. É justamente este coxim que faz os pés parecerem chatos. O arco longitudinal do pé não está presente ao nascimento e seu desenvolvimento é mais evidentemente a partir dos 5 anos de idade. Este é um processo que ocorre ao longo do crescimento e não é afetado pela presença ou ausência de apoio do arco externo (ou seja: não adianta comprar botinha ortopé).

Portanto, após os 6 anos de idade, muitas das crianças cujos pais identificaram o pé-chato, irão formar o arco longitudinal medial do pé como consequência do desenvolvimento normal do sistema musculoesquelético.

Um  jeito fácil de comprovar que a maioria das crianças pequenas tendem ater o pé chato é ir a uma festa infantil dessas que são feitas em mega salões de festa. Nestes aniversários as crianças tendem a correr descalças pra cima e pra baixo. Você poderá constatar que existe uma epidemia de pés-chatos!!!

Pergunta [2] => Quais estruturas anatômicas mantém a forma do arco plantar.

A estrutura do arco longitudonal medial dos pés é formada por ossos, ligamentos e músculos, porém, os principais responsáveis por manter o arco longitudinal são a estrutura óssea e os ligamentos. Um estudo da eletromiografia dos músculos dos pés de indivíduos em postura estática, demonstrou que os músculos intrínsecos mostram uma pequena atividade somente quando o corpo é submetido a sobrecarga (peso corporal muito elevado ou ao segurar pesos).

Desta forma, podemos deduzir que mesmo a fraqueza dos músculos do pé não causaria o desabamento do arco plantar.

Pergunta [3] => Será que existem ensaios clínicos sobre o fortalecimento muscular para formar o arco plantar em crianças.

Infelizmente não encontrei nenhuma pesquisa e nem referências a trabalhos que tenham investigado os efeitos do fortalecimento muscular sobre a formação do arco plantar. As pesquisas clínicas existentes são sobre o tratamento do chamado “pé plano sintomático”, ou seja: pessoas com pé plano e que sentem dor.

Algumas considerações importantes:

Nos artigos que eu pesquisei para responder a estas´perguntas, encontrei referências a 2 trabalhos sobre a incidência de pé plano entre crianças que usam sapatos e as que andam descalças.

Os pesquisadores Sim-Fook e Hodgson, relataram uma maior incidência de pés planos entre as crianças chinesas que usavam calçados, quando comparados as que sempre andavam descalças. Curiosamente, muitas das crianças com pés planos do grupo que usava calçados apresentavam também dores nos pés e uma maior rigidez articular no segmento [Sim-Fook L, Hodgson AR (1958) A comparison of foot forms among the non-shoe and shoe-wearing Chinese population. J Bone Joint Surg Am 40:1058–1062]

Em um trabalho mais recente, Rao e Joseph, em 1992, observaram resultados similares em crianças indianas que usavam calçados fechados comparadas às que não usavam calçados ou que usavam chinelos.

Eu considero estas observações particularmente interessantes, pois se lembrarmos que o sistema muculoesquelético em crescimento se adapta às tensões e exigências a que é submetido ao longo do crescimento, pode-se interpretar estes achados como indicando que o uso de calçados durante a infância pode ter um efeito negativo sobre a arquitetura dos pés, favorecendo o pé plano sintomático, mais rígido e doloroso. – – em outras palavras: Apesar de caminhar descalço não formar o arco longitudinal do pé, crianças precisam andar descalças sim, como forma de  manter o pé flexível (mesmo plano) evitando que o pé fique rígido e doloroso.

CONCLUSÃO

A literatura pesquisada sugere que o arco plantar irá se formar naturalmente nos primeiros 10 anos de vida. Portanto muitos dos casos que foram "curados" caminhando na areia fofa não foram resultado de exercícios na areia fofa, mas sim a mera observação do desenvolvimento normal da arquitetura dos pés.

Fortalecer os músculos dos pés caminhando na areia não modifica o arco plantar, pois o arco é formado principalmente pela arquitetura óssea, ligamentar e articular do pé. E não existem ensaios clínicos que tenham investigado os efeitos do fortalecimento sobre a estética dos pés.

Desta forma, considero o Mito de que caminhar na areia fofa molda o arco plantar Detonado!

REFERÊNCIAS. Basta clicar para ser direcionado a página do artigo
Flatfoot in Children: How to Approach?
The Pediatric Foot
Pes Cavus and Pes Planus : Analyses and Treatment
Mechanics and control of the flat versus normal foot during the stance phase of walking
Non-surgical interventions for paediatric pes planus (Review)
The Role of Muscles in Arch Support of the Foot AN ELECTROMYOGRAPHIC STUDY

Exercícios antes da artroplastia podem ser benéficos

 

Pesquisadores da Universidade de Louisville (USA) Investigaram os efeitos de um programa de exercícios conduzido antes da cirurgia de Artroplastia de Joelho (pré-reabilitação) e concluíram que é possível ganhar força e diminuir a dor mesmo em pacientes com artrose avançada.
Em matéria disponível no site Science Daily, a pesquisadora Ann UofL de Swank, (Ph.D. em Fisiologia do Exercício) comenta alguns pontos da pesquisa.
"Criamos este programa para ser facilmente transferido para um ambiente de casa", disse Swank. "É muito fácil para os pacientes que se preparam para a cirurgia de substituição do joelho participarem deste programa e desta forma, conseguir melhorar seu desempenho em atividades funcionais tais como levantar de uma cadeira ou subir escadas." No entanto, Swank ressalta que o programa de pré-reabilitação não foi capaz de melhorar significativamente a velocidade de andar ou descer. O estudo incluiu 71 pacientes agendados para cirurgia de joelho devido artrose grave que não podia ser controlada com medicamentos para a dor.

A artrose do joelho é uma condição muito comum em idosos, causando dor e diminuição gradual da capacidade de realizar tarefas cotidianas. Quando a dor se torna tão grave que os medicamentos já não conseguem mais garantir alivio, a cirurgia de substituição do joelho é a única opção. É importante ressaltar que até chegar neste ponto, a redução na força do Membro Inferior pode ter evoluído ao longo de vários anos, não só diminuindo a capacidade funcional, mas também aumentando o risco de quedas.

Os pacientes no grupo "pré-reabilitação" se exercitaram na clínica e em casa,três vezes por semana, por 4-8 semanas antes da cirurgia de substituição do joelho. Os pacientes no grupo de comparação receberam apenas os cuidados pré-operatórios normais, com instruções para continuar suas atividades habituais. Os dois grupos foram comparados em relação a força de joelho e desempenho em testes funcionais.
Quando avaliados uma semana antes da cirurgia, os pacientes que passaram pelo programa de pré-reabilitação mostraram melhorias em diversas áreas. Em particular, eles tiveram um aumento de 10% na força de extensão da perna. Além disso, pacientes no grupo pré-reabilitação tinham menos dor ao realizar os testes funcionais. Para pacientes recebendo tratamento padrão, o desempenho em alguns testes funcionais piorou nas semanas antes da cirurgia - possivelmente refletindo os escores aumentados de dor.
O fortalecimento de quadríceps antes da artroplastia de joelho pode ser um fator particularmente importante - o exercício pode reduzir o desequilíbrio de força, contribuindo para a melhora funcional. Os pesquisadores fazem notar que, mesmo com o exercício, a perna operada mantinha-se significativamente mais fraca do que a outra.
Estudos anteriores já haviam avaliado os programas de exercícios para melhorar a força da perna e capacidade funcional antes da cirurgia de substituição do joelho, mas com sucesso limitado.
Embora o estudo não compare a recuperação no pós-operatório, o aumento da força nas pernas e no desempenho de tarefas funcionais antes da cirurgia de substituição do joelho pode resultar em uma melhor recuperação pós-operatória.
O pesquisador Robert Topp, co-autor do estudo, observou que para além dos aspectos clínicos, há o potencial de redução de custos também.
"O próximo passo da pesquisa é determinar se este programa de exercícios pode se reverter em redução de custos. Por exemplo, a redução do número de dias de permanência do paciente no hospital ou redução no número de sessões de fisioterapia."

Delirium em Pacientes Críticos.

O delirium é um estado confusional agudo que representa uma disfunção cerebral aguda a qual envolve uma ampla variedade de manifestações clínicas.(1)

Substanciais evidências demonstram que o delirium em pacientes críticos se associa com piora dos desfechos, incluindo aumento do tempo sob ventilação mecânica, da permanência no hospital, dos custos e da mortalidade.(2,3) Mais ainda, apesar dos avanços no suporte à vida, pacientes criticamente enfermos que apresentam delirium durante sua permanência na unidade de terapia intensiva (UTI) podem ter um comprometimento de sua recuperação funcional global, assim como sequelas cognitivas em longo prazo.(4) Assim sendo, foram realizados diversos estudos para avaliar o impacto de intervenções farmacológicas preventivas(5) na redução da incidência e duração da disfunção cerebral, já que a eficácia da maior parte dos tratamentos ainda não foi comprovada. Estas formas de tratamento envolvem a modificação dos paradigmas de sedação por meio da redução do uso de benzodiazepínicos, uso de antipsicóticos típicos e atípicos e o uso de agentes colinérgicos como a rivastigmina.

As estatinas são consideradas medicações potenciais, com base na hipótese de que podem tanto prevenir quanto tratar o delirium por meio de seus efeitos antiinflamatórios capazes de modular as vias moleculares da inflamação e ativação da micróglia, mecanismos chave na patogênese do delirium.(6) Neste número da Revista Brasileira de Terapia Intensiva, Cruz et al.(7) testaram a hipótese de que pacientes em uso de estatinas previamente ao procedimento cirúrgico teriam uma menor incidência de delirium após cirurgia cardíaca. Em seu estudo foram inscritos 169 pacientes, tendo sido analisadas informações sobre dados demográficos, exposição a estatinas e os desfechos, inclusive ocorrência de delirium. Na comparação de pacientes que usaram estatinas com pacientes que não utilizaram estes fármacos, os autores relatam não ter identificado diferenças significantes em termos de dados demográficos ou desfechos do delirium. Este estudo tem uma lógica interessante baseada nos aspectos fisiopatológicos e população alvo, embora tenha limitações importantes que impedem qualquer inferência sobre o papel das estatinas no delirium. Primeiramente, o tamanho limitado da amostra e o número relativamente baixo de pacientes que desenvolveram delirium (n=23) impediram uma análise mais profunda e o uso de metodologias que, se utilizadas, poderiam ter levado a conclusões substancialmente diferentes. O uso de análise de variáveis múltiplas e pontuações de propensão são exemplos de métodos cada vez mais utilizados na literatura referente a terapia intensiva como forma de identificar fatores independentemente associados com desfechos e também ajustar para potenciais fatores de confusão. Em segundo lugar, como em qualquer estudo observacional, os autores não tiveram como controlar a dose, duração e indicação das estatinas. Isto pode ter levado aos assim denominados "efeitos de usuário sadio", assim como a outros vieses de indicação. Finalmente, a continuação do uso de estatinas após a cirurgia não foi avaliada detalhadamente.

Os resultados deste estudo e os relatos conflitantes de Redelmeier et al. e Katznelson et al.(8,9) não devem, de forma alguma, diminuir o entusiasmo no estudo do papel das estatinas como modalidades de prevenção ou tratamento de delirium, considerando-se as propriedades pleioitrópicas destes fármacos e as limitações destes preliminares, porém importantes estudos. Estudos tanto in vitro como em seres humanos demonstraram que, além de seus efeitos na síntese do colesterol, as estatinas têm efeitos antiinflamatórios, imunomoduladores, de estímulo da função endotelial e anticoagulantes.(10) Estes efeitos podem prevenir ou atenuar o delirium durante doenças críticas ao agir nos mecanismos causais, inclusive neuroinflamação, lesão da barreira hematoencefálica, apoptose neuronal, isquemia e hemorragia, e ativação da micróglia. São, portanto, necessários grandes estudos observacionais para avaliar o papel do uso de estatinas tanto antes quanto durante a doença crítica na prevenção de delirium e, quem sabe, até mesmo no comprometimento cognitivo em longo prazo. A combinação de desfechos clínicos com a mensuração de marcadores inflamatórios e de lesão/ativação endotelial podem fornecer mais informações mecanísticas referentes ao papel das estatinas na redução da disfunção cerebral, ao mesmo tempo em que fornecerá informações relevantes sobre a melhor duração e dose de estatinas necessárias para atenuar estes marcadores de lesão. Se os resultados dos estudos observacionais forem promissores, ensaios controlados com placebo poderiam investigar a eficácia das estatinas iniciadas precocemente durante a permanência na UTI na prevenção ou tratamento do delirium e suas sequelas neurocognitivas. Particular atenção deve ser dada à identificação e estudo em separado do papel da administração de estatinas em pacientes já usuários destes fármacos e em pacientes que nunca utilizaram estatinas, considerando os dados recentes que sugerem um aumento da inflamação em usuários de estatina submetidos a suspensão da medicação. Tanto estatinas lipofílicas quanto hidrofílicas devem ser avaliadas nos ensaios clínicos, considerando a possibilidade de diferentes efeitos na neuroinflamação durante doença crítica. Devem ser consideradas amostras de tamanho suficiente, para permitir que se obtenham subgrupos relevantes como idosos, pacientes com sepse e pacientes com doença aterosclerótica prévia. Finalmente o perfil de segurança das drogas administradas durante a doença crítica é sempre uma preocupação, já que alterações das funções renais e hepáticas e outros fatores podem predispor a reações adversas; felizmente as estatinas são em geral seguras e em suas doses padrão resultam em incidências muito baixas de miopatia (0,01%) e anormalidades das enzimas hepáticas (0,1%).

Entretanto, o que devem fazer os médicos até que ensaios clínicos forneçam as respostas em relação às melhores formas, não farmacológicas e farmacológicas, de tratar e prevenir o delirium? Embora sua fisiopatologia não tenha ainda sido completamente compreendida, diversos estudos identificaram fatores associados a um maior risco desta complicação.(11,12) Diferentes fatores como idade, comorbidades, demência e fatores genéticos não podem ser modificados por intervenções médicas, mas fornecem ao médico uma avaliação do risco do paciente individual. Por outro lado, numerosos fatores de risco para delirium são modificáveis com intervenções relativamente fáceis e de baixo custo, como sedação poupando benzodiazepínicos, mobilização precoce, correção de distúrbios hidroeletrolíticos, prevenção da hipóxia, liberação precoce da ventilação mecânica, assim como a remoção de dispositivos invasivos (como cateteres venosos e urinários). Estas intervenções, embora com evidências de redução do risco de delirium, estão longe de ser amplamente utilizadas nas unidades de terapia intensiva brasileiras(13) ou do restante do mundo.(14) Como uma abordagem interessante e prática desta questão foi proposto o conceito de "liberação e animação". Os pilares desta abordagem envolvem manter os pacientes criticamente enfermos na UTI confortáveis e sem dor, mas o mais despertos possível, empregando estratégias que os libere da ventilação mecânica e o início precoce de terapia ocupacional.(15)

Uma proposta organizacional para ajudar a liberar e animar pacientes é o pacote ABCDE, que consiste em: "Awakening and Breathing Coordination of daily sedation and ventilator removal trials; Choice of analgesic and if needed sedatives; Delirium monitoring and management; and Early mobility and exercise" [estudos de coordenação de despertar e respiração, controlando a sedação diária e remoção do ventilador; escolha de analgésicos e sedativos conforme necessário; monitoramento e controle do delirium; mobilização e exercícios precoces]. Foi demonstrado que os elementos deste pacote se associam com menor tempo sob ventilação mecânica, permanências mais curtas na UTI, menor duração e incidência de delirium, menos comprometimento cognitivo e até mesmo melhora da sobrevida. Com a validação de instrumentos de monitoramento de delirium de fácil utilização ao pé do leito, a completa adesão ao processo e as tendências de prevalência de delirium devem ser introduzidas e utilizadas como indicadores de qualidade em UTI. Cremos que o delirium é uma importante questão de segurança para o paciente e a redução do delirium no ambiente de UTI deve ser um alvo a ser perseguido.

Revista Brasileira de Terapia Intensiva.

R.P.G. REEDUCAÇÃO POSTURAL GLOBAL

 

R.P.G. (Reeducação Postural Global) É uma técnica, de origem francesa, muito usada para correções posturais: escoliose, hipercifose, gibosidade (corcunda ), hiperlordose, etc.

Os desvios posturais causam inúmeros problemas, dos quais o paciente nem pensa que a causa seja o desvio postural.

Posso citar, como exemplo, a barriga saliente, o paciente é "barrigudo", tenta inúmeros tratamentos para obesidade, faz abdominais incansáveis nas academias de ginástica, mas não consegue resultado algum.

O problema está na curvatura chamada hiperlordose.Esta curvatura, que ocorre na coluna lombar, faz com que a barriga seja projetada para a frente, que causa mais peso na coluna, formando um círculo vicioso de dor e efeito anti estético.

Este desvio da coluna é muito mais comum do que se possa imaginar, acometendo uma grande parcela da população.

Outro exemplo de como a postura da coluna é importante, é o caso de hérnia de disco causada por escoliose.

Felizmente a R.P.G. (Reeducação Postural Global) oferece resultado para estes e outros problemas posturais, sem sofrimento.

É um tratamento agradável, sem uso de medicamentos. Apenas com manipulações sobre a coluna, pernas e braços do paciente.

Os direitos autorais sobre a hp rpg, reedução postural, correção postural são reservados ao Dr. Gilberto Agostinho.

R.P.G. E A MECÂNICA DA NOSSA COLUNA VERTEBRAL

A coluna vertebral, do ponto de vista mecânico é um verdadeiro milagre.

São 33 vértebras (7 cervicais + 12 torácicas + 5 lombares + 5 sacrais e 4 no cóccix), uma sobre a outra, tendo que manter o próprio equilíbrio e ainda sustentar o peso da metade superior do corpo mais pesos extras. E se não bastasse isso, ainda consegue dar movimento ao conjunto, como se abaixar, virar ao lado, etc. isto tudo por muitos anos.

Por isso ela (a coluna) merece uma manutenção, afinal dependemos do seu bom funcionamento.

Por incrível que possa parecer a posição ereta do ser humano ainda não esta totalmente desenvolvida. O fato de andarmos no modo bípede favorece o aparecimento de problemas na coluna.

De acordo com a concepção darwiniana, que nos ensina sobre a seleção natural das espécies, os macacos foram aos poucos desenvolvendo mais os membros inferiores e nos membros superiores desenvolveram mais a destresa no manuseio de alimentos.

Como o aparecimento do homem ainda é recente, se comparado com a idade de nosso planeta, não houve tempo hábil para que a coluna se desenvolvesse de acordo para suportar toda sua carga de trabalho.

Por esse motivo é tão comum problemas na coluna na sua grande maioria posturais.

A partir do momento que conhecemos melhor nossa coluna, dando a devida atenção e manutenção, não exigindo mais do que ela nos pode dar, poderemos viver sem dores com uma coluna saudável.

Na figura 1 podemos observar o perfil de uma coluna boa. A curvatura lombar é fisiológica (natural) devido o citado acima: o ser humano ser bípede. Esta curvatura é chamada de lordose e na região torácica ocorre outra curvatura, chamada de cifose. Esta é decorrente da lordose.

Enquanto estas duas curvaturas não estão acentuada a pessoa esta muito bem. Os problemas ocorrem quando inicia o aumento destas curvaturas.

Observe agora a figura 2, onde a pessoa está com acentuadas curvaturas, tanto lombar como torácica.

Os direitos autorais sobre a hp rpg, reedução postural, correção postural são reservados ao Dr. Gilberto Agostinho.

Agora as curvaturas passam a ser chamadas de hiperlordose (lombar) e hipercifose(torácica). Observe que até o abdomem fica mais aparente, seguindo a curvatura da coluna. É muito comum pessoas nem serem obesas e terem uma barriga muito grande, nem imaginam mas o problema esta na sua coluna.

Os fatores que fazem o aumento da lordose são váriados, mas um dos mais importantes é um músculo chamado iliopsoas (na realidade são dois músculos: o ilíaco e o psoas maior) que é fixado no trocanter menor (uma região do osso femur, da coxa) e nas cinco vértebras lombares), trata-se de um músculo muito forte que tem a função de flexionar a nossa coxa, com indiscutível utilidade no nosso caminhar, porém o seu encurtamento traciona a coluna nas figuras 3 e 4 são vistas de frente, pode-se observar onde se localizam suas fixações.

Veja agora, na figura 5, a resultante da força de tração causada pelo músculo iliopsoas e entenda por que ele músculo causa tanto estrago na coluna quando está encurtado. A força exercida é em direção para a frente, causando a hiperlordose.

Este é um dos motivos que sempre recomendo aos pacientes que só durmam na posição de lado. Como na figura 6, pois quando se deita de barriga para cima o citado músculo continuará puxando a coluna para cima, como quando se está em pé. E quando de deita de barriga para baixo também estará se forçando a coluna.

 

A R.P.G. (Reeducação Postural Global) é uma técnica muito usada para correção de escoliose, hipercifose, gibosidade (corcunda) ou quaisquer desvios da coluna vertebral ou membros (pernas ou braços).

A técnica da rpg foi desenvolvida pelo Dr. Philippe E. Souchard na França, no início dos anos 70. Baseia-se na teoria do campo fechado. Esta teoria esclarece que o ser humano para conseguir permanecer em pé, correr e realizar a infinidade de movimentos diários, depende da harmonia das cadeias musculares, da dinâmica e cadeias musculares da estática , que com suas contrações e descontrações constantes e precisas permite-nos realizar uma infinidade de movimentos com equilíbrio e graça. Somente o fato de ficarmos em pé, já é algo maravilhoso.

Veja: façamos uma comparação do ser humano com uma caneta (comparação da relação altura / área ocupada no solo), imagine, agora, uma caneta fazendo todos os movimentos que realizamos. Pois bem, nós só conseguimos realizar todos os movimentos, graças ao trabalho constante de todos os músculos do nosso corpo, desde o mais poderoso até aqueles pequeninos músculos que se ligam de uma vértebra a outra.

Uma das grandes responsáveis por manter nossa postura em pé é a coluna vertebral.

Esta figura demonstra o que chamamos de cadeia muscular posterior. Apenas um encurtamento de músculos dela, pode acarretar p. ex. uma hiperlordose lombar, alterações no joelho, entre outras alterações.

Existem, evidentemente outras cadeias musculares com suas respectivas alterações posturais e dores relacionadas.

Observamos que quando um músculo é afetado, todos os outros músculos da mesma cadeia muscular também o serão. Por exemplo: se uma pessoa sofre um ferimento na panturrilha (músculos da "batata" da perna), começará a mancar e a desenvolver um desvio postural, devido a dor. Após algum tempo o ferimento não existe mais, porém o corpo acabou por assumir uma postura errada, criando retrações em músculos importantes na cadeia muscular posterior, estas retrações acarretaram outros problemas. Com o passar dos anos a pessoa nem se lembra mais do ferimento na panturrilha, e tem um problema em outra região do corpo, problema este, relacionado ao ferimento inicial. É nesta hora que entra a função do RPG: em primeiro lugar será feita uma avaliação completa da postura da pessoa, e serão analisadas as posições que mais lhe causem dor, aí chegaremos a uma conclusão do que está afetando aquela pessoa. Com certeza, para surpresa do paciente, aquela panturrilha será identificada como uma das causas da sua dor.

Nesta figura podemos ver duas pessoas: a pessoa da direita está com uma postura correta, demonstrando não sofrer de retração em nenhuma cadeia muscular, a sua região lombar tem a curva fisiológica(normal), a cabeça não está projetada para frente. Já a pessoa da esquerda demonstra uma hiperlordose (concavidade lombar muito acentuada e uma gibosidade (convexidade dorsal muito acentuada), e cabeça caida para frente. Isto não reflete apenas um problema estético, mas principalmente um desequilíbrio sério, causando transtornos para sua saúde.

Aproveito o momento para lembrar às mães, que não adianta ficar chamando a atenção dos filhos adolescentes, que estejam desenvolvendo um desvio postural , pois estes não têm como resolver o problema por si mesmo, apenas tentando corrigir a própria postura.

MÉTODO DO TRATAMENTO COM R.P.G.(Reeducação Postural Global)

O método de tratamento com rpg - Reeducação Postural Globa é totalmente isento de medicamentos e consiste de manipulações vertebrais e de membros, visando a liberação e alongamento total de músculos que com o passar dos anos ficaram encurtados causando os desvios posturais.

Estas manipulações são sincronizadas com respiração específica para cada caso. É solicitado ao paciente um determinado tipo de respiração, como p. ex.: respiração abdominal, respiração apical etc. Assim haverá um ajuste entre respiração e postura. Isto é necessário pois o principal músculo da respiração(músculo diafragma) tem uma grande importância em muitos desvios.

Desta forma a R.P.G. (Reeducação Postural Global) trata o paciente globalmente, ou seja, o corpo todo é tratado.

Os direitos autorais sobre a hp rpg, reedução postural, correção postural são reservados ao Dr. Gilberto Agostinho.

Concurso 2012

O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) recebe, a partir das 10h do dia 26 de junho, as inscrições do concurso que vai preencher um total de 510 vagas, sendo 33 reservadas aos candidatos com deficiência, em cargos de níveis médio e superior. Interessados que completaram o ensino médio podem se inscrever para assistente em ciência e tecnologia – apoio administrativo (330) e técnico – apoio técnico (4). Os salários são de R$ 2.705,38 (vencimento básico de R$ 1.885,33 + gratificação de desempenho de até R$ 820,05).